segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Ô banco fuleiro, esse do Brasil.

Como disse, não quero fazer deste blog uma fonte de baixo astral e depressão. Por isso, vou tentando aqui e ali colocar um pouco de humor na tragédia que é carregar duas doenças crônicas. Dessa vez narro um apuro que passei na agência central do Banco do Brasil aqui em Uberlândia. Certa feita, estava no 3º ou 4º andar do prédio da agência. Pra variar, numa fila interminável. Quem frequenta o bb sabe como é. E eis que depois de uns sei lá quantos minutos de espera, o intestino começou a piar fino. Dali a pouco começou a engrossar a voz e, por fim, berrou de vez. E quem faz uso contínuo de Pantoprazol, omeprazol, lanzoprazol e similares sabe que quando o intestino dá de querer expulsar o cocô não tem jeito que dê jeito. Vem aquele gás empurrando tudo pra baixo. E aí é assim: se tem banheiro perto, sorte sua. Se não, arreie as calças ou vai borrá-la toda. Como eu sou expert nessas descargas intestinais, já suando, chamei o guarda: "Seu guarda, por favor, tem um banheiro que eu possa usar?". O guarda, num "nem te ligo" de dar inveja à Dama de Ferro, responde: "Aqui tem banheiro, mas é só pra funcionários, então segura a onda aí!". Eu sabia que o final seria trágico, mas ainda fiz um último esforço na tentativa de segurar, só que aí o intestino deu xilique de vez e, pra botar mais pressão, começou uma contagem regressiva. Sabe como é, né, aquele último gás que sai trazendo o aviso: "o próximo vem acompanhado de muita merda". Eu então voltei a interpelar o guarda: "pergunta pro pessoal aí se não liberam o banheiro, a coisa tá feia aqui, amigo" e fiz aquela cara do gatinho do Shrek. Nada.  O guarda fechou a cara e soltou: "se quiser se arriscar, no 1º andar tem um banheiro. Pede lá". Ótimo, pensei, saio correndo, procuro o guarda lá embaixo, troco um lero com ele e beleza, terei um vaso só pra mim. E a contagem regressiva a todo vapor. Como não deu pra pegar elevador (pra dizer a verdade, nem sei se lá tem. Se não tem wc, elevador muito menos. E vai que está em manutenção ou viajando pelos outros andares), saí correndo pela escada.  E dê-lhe dor de barriga, suor, contorcionismo pra segurar a onda. Finalmente chego ao 1º andar. Cadê o guarda, pelo amor de Deus, cadê o guarda? Opa, lá está ele. Por ironia, parecia que estava voltando do banheiro. De guarda é que não estava. Corro em direção ao guarda como o cego corre em direção a quem vai restituir sua visão, já pálido de tanto segurar. "Seu guarda, pelo amor de Deus, me deixa usar o banheiro. Tô no limite". E parti pra ignorância: "Se você não liberar, desço as calças e cago aqui mesmo!". Eu estava no meio da agência. Seria um espetáculo com público garantido (com direito a MG TV, Jornal Nacional etc.). Eu estava pálido e suando mais que tampa de marmita. Então pensei: de pena, ele vai pegar no meu braço e dizer: "me acompanhe até o banheiro". Ledo engano. O cara, numa frieza de assustar, disse, apontando o dedo: "tá vendo aquele cara lá? É gerente. Se ele autorizar, você pode usar o banheiro". Não acreditei. Eu cagando nas calças e o cara me manda pedir autorização ao gerente? Olho e vejo dois caras sentados em sua mesa e atendendo clientes. Eu pensei "que legal, enquanto o cara abre uma poupança, eu lambuzo a minha". Então entrei no meio do negócio e disse: "por favor, estou desesperado, vou cagar nas calças e o guarda me disse que você é que libera o banheiro". Bom, o leitor e amigo deve estar pensando: "o cara entrou em pânico, deu um pulo da mesa e foi correndo mostrar o banheiro". Se foi isso que o amigo pensou, eu digo mais uma vez: "ledo engano". O cara esticou o braço, apontou para o outro gerente e disse: "pede praquele cara lá, ó!". Como a tragédia depois de um certo ponto vira comédia, comecei a rir de mim mesmo naquela situação. E aí fica a pergunta: será que em cumprimento às regras de uma empresa, nós devemos deixar outro ser humano se lascar na nossa frente? Cadê a consciência dos caras? Tem cara que em nome de manter o emprego deixa a própria mãe cagar em público. Alguém duvida? Eu tenho pena de gente assim. E os bancos no Brasil são tudo filho-da-puta. Não cumprem a lei que determina o prazo máximo de espera do cliente, e a justiça além de cega, cruza os braços. Não faz nada. Ora, se o cara tem que ficar duas horas numa fila, pelo menos oferece um banheiro, cacete! Eu sei é que eu olhei pro guarda, que estava distante e ele entendendo que o cara havia autorizado, finalmente me chamou e apontou a direção do banheiro. Eu corri mais que o Usain Bolt nos 100 metros rasos. Dei aquela sentada no vaso e descarreguei geral. E bem fedido que era pra me vingar da disgramera daquele banco. Ô banco fuleiro, esse do Brasil. 

Mensagem postada por Trivelinha no blog http://www.hipoglicemiacomrefluxo.blogspot.com


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Canção para Boldrin e Saulo Laranjeira

Com os amigos que acompanham este blog queria dividir uma canção que fiz para homenagear dois caras que para mim representam o que o Brasil tem de melhor em música, prosa e poesia: Rolando Boldrin e Saulo Laranjeira. Espero que gostem.

Início
Recitação/declamação por Rolando Boldrin:

Ali, sentado no topo do toco
pito na mão e poesia no oiá
um matuto canta, conta causo,
assunta, faz a gente rir, cantar, chorar
Dizem que tem no nome laranjeira,
planta da flor que cheira
e faz a arma da gente
dus disincanto tudo
sussegá.
 
Canção
Lá em pedra azul
nem norte nem sul
uma planta deu de dá
é pé de laranjeira
da flor que cheira
e a gente faz cantar.
Que a gente faz rir, chorar,
e das dor do mundo
num segundo discansá.
 
Poeta, cantor, ator
Artista de impressionar
Arrepia tudo na gente,
que canta e sente
a alma sussegá.
 
Ê Saulo, Ê Saulo
seu nome tem laranjeira,
da flor que cheira
É Minas em todo lugar.
É Minas dentro da gente,
que canta e sente
a alma se alevantá.
 
É Minas dentro da gente,
que canta e sente
a alma se arrepiá.
 
Saulo é poesia, prosa, roça
é planta da flor que cheira,
laranjeira,
é canto do estradar,
que toca fundo na gente,
que chora, ri e sente
a alma se alevantá.
 
Sente o que canta, o que diz
e faz feliz
quem para pra ouvir cantar
Coisas que a gente não sabe dizer
apenas rir-chorar.
 
É planta da flor que cheira,
laranjeira
que fala de beira-mar
da natureza, do homem, da vida,
na poesia do seu cantar.
É Brasil dentro da gente,
que canta e sente
a alma se arrepiá.
 
É Brasil dentro da gente,
que canta e sente
a alma se arrepiá.
 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Um dia nossos filhos vão nos perguntar: "pai, mãe, o que é infância?"

Só aos 6 anos de idade tive minha primeira experiência em ambiente escolar. Lembro-me bem do velho instituto em minha terra natal, em que tive os primeiros contatos com a sala de aula, a figura da professora e vários coleguinhas que comigo formavam uma turminha do jardim de infância. Era uma espécie de sala de espera para a entrada no 1º ano do curso primário, no qual cheguei aos 7 anos. Ali eu tive o primeiro contato com o que se pode chamar de ambiente coletivo. Hoje, mal sai da barriga da mãe e a criança já passa a frequentar o berçário de uma creche. Mal aprende a segurar-se sobre as pernas e já está na escolinha. Bom ou ruim? Eis a questão que tem me assombrado quando ponho minha cabeça no travesseiro. Com filho de dois anos em casa, muitos argumentam que está na hora de colocá-lo na escolinha para que o pequenino não tenha a sua socialização retardada. Mas será que a escola é de fato um ambiente indispensável para a socialização? E faço essa pergunta quando me lembro de tudo que fiz até o 6º ano de vida, antes de entrar na pré-escola. As aventuras, as diabruras, as peripécias, os brinquedos feitos por minhas próprias mãos, enfim tudo aquilo que fez de mim uma criança feliz, para a qual, até ali, a escola não fizera falta nenhuma. Me preocupa quando me lembro que o ambiente escolar não é o que se pode chamar de saudável. Me preocupa saber que desde os dois anos de idade a criança terá alguém dizendo aos seus ouvidos: faça como o coleguinha, viu como o coleguinha se comporta bem? A criança nem aprendeu a falar direito e já está sofrendo com aquilo que eu chamo de desgraça maior da escola: a de dizer quem vai ser alguém na vida e quem está fadado a ser um “um joão-ninguém”, quem é o todo-certinho-da-turma e quem é o capetinha, o que eu entendo como maniqueísmo neurotizante.  Me preocupa o fato de a criança ter que seguir um modelo coletivo, tido como padrão, desde muito cedo. Até que ponto enfiar a criança numa camisa de força, que é o ambiente escolar, com suas avaliações e cerceamento da liberdade de expressão (o que digo ou faço em casa não é apropriado na escola) pode influenciar no seu desenvolvimento? Não teremos censura demais - os pais em casa e as “tias” na escola dizendo o que é certo e errado - definhando a iniciativa própria, a espontaneidade que é característica da criança? O argumento da socialização por si só não é suficiente pra me convencer de que o ingresso prematuro na vida escolar seja algo realmente benéfico. Como estamos diante de uma situação meio que inevitável, já que pai e mãe precisam trabalhar e são forçados a deixarem seus filhos em creches e escolinhas, a discussão sai do campo da experiência pretérita do adulto e vira uma incógnita: o que será dessa geração que desde muito cedo passa mais tempo com estranhos que com os pais, a família, reclusos entre os muros de uma instituição que até hoje, salvo raras exceções, não aprendeu a lidar com as individualidades? Só o tempo dirá.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Foi-se o casarão e com ele um restinho de alma.

Praça Dr. Duarte, fim da década de 70. Ali, num extinto casarão que existia ao lado do tradicional bar Cowboy, funcionava a Associação dos Artesãos de Uberlândia. Nos amplos cômodos do casarão, transformados em galerias e iluminados por extensas janelas, ficavam expostas obras de artesãos da cidade, região e outras partes do país. Pinturas, calçados em couro, objetos em cerâmica, crochê, flautas, livros, roupas, tapetes, objetos em vitral, peças tecidas com muito capricho em teares que funcionavam ali mesmo e muitos outros artigos que neste momento fogem da memória. Eu, adolescente ainda, transitava em meio a tanta arte, sem me dar conta do valor que tudo aquilo tinha e representava. Ali era possível ver pintores dando os últimos retoques em seus quadros, tecelãs dando vida a lindas peças com suas pernas e mãos habilidosas operando os teares, lindos vasos ganhando forma, jogadores de capoeira dançando ao som do berimbau. Ainda me lembro do barulho do assoalho quando correndo pisávamos com mais força nos tacos de madeira daquela imponente construção. Tudo muito simples, mas ao mesmo tempo de uma riqueza que não se pode expressar em palavras. Lembro-me bem que artistas de várias partes do país vinham para Uberlândia participar das feiras de artesanato e para expor suas obras no casarão, que servia também de hospedaria para muitos deles. O próprio prédio da Escola Dr. Duarte abrigou muitos que ali pernoitavam. Infelizmente, o casarão veio a baixo e junto com ele tudo que lá dentro havia e que tanto representava para a arte em Uberlândia. E como sempre, tudo em nome do progresso. O que resta de sua história é uma jabuticabeira, que ficava no pátio e hoje adorna um pequeno estacionamento em frente à Praça Dr. Duarte. E junto com ela um sentimento de tristeza por ver que na minha cidade o concreto tem mais valor que a arte.

sábado, 22 de outubro de 2011

Oficina Cultural, esperança abortada.

Quem conheceu a Oficina Cultural de Uberlândia em meados dos anos 90 por certo traz no coração e na alma um sentimento de perda misturado com lamentação. Lamentação por ver abortado um projeto que tinha tudo para ser o berço da efervescência artístico-cultural em Uberlândia. Ali era possível ao cidadão comum ter aulas de artesanato, dança, teatro, música, filosofia, artes plásticas, cinema, literatura e por aí vai. Ali artistas encontraram espaço para transmitir sua arte, seu conhecimento e para a exposição de seus trabalhos. Ali era o ponto de encontro de quem vinha a Uberlândia para participar do grandioso Festival de Dança do Triângulo, que naquela época tinha glamour, era um grande espetáculo, que pela primeira vez trazia aos palcos os grupos de dança da cidade. Como era bom estar ali naquele prédio histórico da pontinha da Rua Tiradentes, esquina com a praça Clarimundo Carneiro, e sentir toda a energia que dali emanava, fruto da efervescência cultural e artística. Eu que ajudei na redação e revisão de folhetos com ofertas de cursos gratuitos para a população ardia de orgulho por participar daquela profusão de arte e cultura. Infelizmente, como acontece sempre com coisas que estão dando certo, a política deu outro rumo para aquilo tudo, o projeto perdeu fôlego e hoje o que temos não é sequer sombra do que a Oficina Cultural foi um dia. Uma pena porque morria ali uma possibilidade real de ver algo significativo acontecer em Uberlândia nas artes e na cultura. Reitero: só quem viveu aquele momento tem uma real noção do que estou falando. 

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Uberlândia, cidade de aluguel e sem alma.

Definitivamente Uberlândia tem assumido cada dia mais a condição de cidade de aluguel e sem alma. Aqui tem toda a estrutura necessária para se ter uma cidade referência nos esportes, nas artes e na cultura. E sempre é o mesmo discurso: “o que a Prefeitura tem de fazer é oferecer espaços para que a arte, a cultura e os esportes se manifestem, e isso nós temos feito”. Certo, isso não se pode negar, mas, contudo, todavia, porém, se não houver incentivo a coisa não anda de lado nenhum. E eu não vejo a Prefeitura dando esse incentivo, talvez por entender que o incentivo deva partir da iniciativa privada (das empresas) ou dos agentes culturais, a quem caberia o dever de fazer a roda girar. De fato as empresas deveriam se envolver mais, e vai aí um apelo ao pessoal das agências de publicidade para que criem projetos socioculturais e esportivos e envolvam as empresas que são suas clientes. E o momento é oportuno demais para isso porque não se fala em outra coisa senão na tal da responsabilidade social e ambiental.
No que diz respeito aos agentes culturais, eu acho que eles deveriam estar lá dentro da Prefeitura, mas não estão. Quem está lá ocupando as secretarias de esporte e cultura é gente nomeada, não é gente do povo. E quem faz a roda girar na arte e na cultura, minha gente, é gente do povo. Gente de gabinete só entende de números e estatísticas, não tem sensibilidade social nem coragem para peitar a burocracia.
Certa feita estive em uma reunião sobre um campeonato de futebol que iria acontecer na cidade, promovido pela Futel. No meio da reunião um cara, responsável pela Futel na época, meteu a lenha nas pessoas que até então organizavam os campeonatos na cidade, dizendo que elas faziam isso apenas por dinheiro, numa referência inescrupulosa à taxa de inscrição que era cobrada para que os times participassem dos campeonatos. Aí eu quase voei no pescoço do cara. Cacete, se os caras viviam disso, como é que não cobrariam nada? Os caras não precisam comer, por acaso? E é aí que está a maior sacanagem que é feita contra os agentes culturais. Os caras são deixados à míngua, marginalizados, nunca ocupam o centro da mesa. Se cobram qualquer coisa são chamados de mercenários, aproveitadores, oportunistas. Só são lembrados nos palanques porque são valiosos cabos eleitorais.
Um dos primeiros posts deste blog foi uma homenagem que fiz a um senhor negro e quase analfabeto, por apelido de Mangueira. agente cultural na verdadeira acepção do termo, que foi o responsável pela realização das maiores feiras de artesanato da cidade e região (vinha artista de todo o país para cá). Era lindo de ver. O cara fundou a Associação dos Artesãos de Uberlândia. E sabe por que ele fez tanto? Porque era um artista brigando por sua arte. E aí é como mãe brigando pelos filhos.
Por falar em mãe brigando pelos filhos, todo ano uma mulher de fibra tem feito das tripas coração para levar as crianças ao teatro e ao encontro fascinante com a Literatura. Briga com empresas de ônibus, briga com a Prefeitura, briga com empresários. Mas faz acontecer. Esse é o perfil do agente cultural. Das pessoas que deveriam estar lá na Prefeitura ensinando para o pessoal dos gabinetes que não adianta construir palco se os artistas e o público não têm acesso ao palco. Mas, infelizmente, quem está lá prefere fazer propaganda da estrutura que a cidade tem para oferecer, para alugar, numa atitude de quem só pensa mesmo em fazer de Uberlândia uma cidade de aluguel e sem alma. Sem alma porque uma cidade que não incentiva as manifestações culturais não tem alma.
Sou admirador do atual prefeito de Uberlândia, um homem de coragem, de fibra, decente, mas uma das coisas que mais me entristecem é quando em conversas com amigos um deles me pergunta como vão os esportes e as artes em minha cidade. Aí, com vergonha e de cabeça baixa, eu mudo de assunto. Menos concreto e mais alma. É o que peço para Uberlândia. 

sábado, 17 de setembro de 2011

Geração movida a álcool

Tá aí uma geração sem futuro. Ao ver na TV as cenas de agressão dentro de um campus da UFU, em festa promovida por alunos da instituição, fico ainda mais convicto de que estamos diante de uma galera que não tem futuro. Em 2010 um grupo de alunos invadiu a reitoria da UFU para protestar contra a proibição de uso de bebida alcoólica em festas dentro da universidade. E aquilo me deixou embasbacado. Como é isso? Então os alunos invadem uma reitoria e colocam o reitor na parede em um protesto por bebida?
O problema é que tem muita gente confundindo democracia com liberdade para fazer o que der na cabeça. O próprio conceito de liberdade está deturpado porque quando se fala em liberdade todos esquecem que não há liberdade que não pressuponha responsabilidade. Liberdade sem responsabilidade vira vale-tudo, baderna, carro sem freio. E o fim do carro sem freio é um belo de um muro. Estão aí para provar os irresponsáveis e estúpidos trotes que vez ou outra fazem vítimas fatais.
O problema é que essa galera não consegue ser feliz se não estiver de cara cheia. Em entrevista na TV, em matéria sobre o tema, um jovem universitário afirmou que é mais fácil encontrar cerveja na sua geladeira que água. É o que chamo de geração movida a álcool, a geração da muvuca nos postos de gasolina, verdadeiro inferno para os moradores vizinhos, dos rachas com automóveis em vias públicas e das baladas movidas a drogas. Fazem o que dá na telha, certos da conivência das autoridades que não punem nem endurecem o jogo contra eles.
No episódio da invasão à reitoria, com direito a quebrar porta e colocar o dedo no nariz dos membros do Conselho Diretor (pode?), no mínimo o reitor deveria ter tratado a situação como caso de polícia e colocado um ponto final nessa história de festas de arromba dentro da universidade. Mas como uma atitude mais enérgica não foi tomada, no fim das contas quem pagou o pato foi o jovem que apareceu na TV levando botinada de tudo que é lado. No dia da agressão 4 mil pessoas estavam no campus da UFU, que mais parecia uma imensa boate.
Estupidez 10, responsabilidade zero. O que podemos esperar dessa galera?

Clique aqui e veja matéria sobre a invasão da reitoria.
Clique aqui e veja vídeo com agressão no Campus da UFU.
Clique aqui e veja matéria sobre a agressão.